Planejamento colaborativo

23/10/11 Leonardo Brant

No fim-de-semana de 22 e 23 de outubro, reuniram-se pela primeira vez os 7 empreendedores criativos, selecionados para fazer parte do primeiro reality show colaborativo do Brasil.

Os trabalhos foram abertos com uma palestra minha sobre A nova indústria cultural: suas características, dimensões, oportunidades e riscos. Seguida de um caloroso debate sobre propriedade intelectual, conceitos como economia criativa e empreendedorismo, a parte da manhã de sábado foi marcada pelo processo de construção estratégica de cada empreendimento.

Depois da minha participação, chegou a vez de Romulo Avelar falar sobre planejamento estratégico e gestão de negócios criativos. Ele traz na bagagem uma vasta pesquisa que gerou o livro “O Avesso da Cena”, que eu sempre recomendo aos profissionais de cultura.

A metodologia desenvolvida para o programa inclui a realização de um aquário, com aconselhamento direto dos especialistas convidados para cada empreendimento. Esse trabalho é acompanhado e compartilhado pelos outros 6 empreendedores, que colaboram entre si com opiniões, críticas, sugestões e ideias para incrementar e transformar positivamente os empreendimentos.

Na prática, o aquário funcionou como um abraço fraterno entre os empreendedores, gerando um clima de colaboração muito intenso. Foi criado um ambiente de segurança e de confiança no grupo, a ponto de começarem a pensar em uma maneira de envolver os outros empreendedores participantes do processo de seleção.

Optamos por uma folga na parte da manhã do domingo, para avançarmos, ainda no sábado, na discussão sobre as ferramentas disponíveis para o diálogo, ampliando a presença nas redes e contaminando um número maior de empreendedores interessados nos conteúdos e discussões apresentados no programa.

No domingo foi a vez de Ana Carla Fonseca Reis, que proferiu palestra sobre Economia Criativa e realizou um pitching com os empreendedores, que defenderam suas ideias para a consultora, que contou com os outros participantes para uma avaliação crítica do desempenho de cada participante.

O que mais impressionou nesses dois dias de interação foi a riqueza do processo de planejamento colaborativo, o que só foi possível com o desprendimento e a abertura de cada um para receber e entregar contribuições das mais valiosas para o desenvolvimento do empreendimento alheio. É a confirmação da tese de que cultura colaborativa pode e deve ser cada vez mais utilizada para os negócios, buscando olhares diferenciados para a economia, gestão e a própria sociedade.

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