Seminário em SP discute financiamento à cultura no Brasil

21/04/12 Redação

O maior debate sobre financiamento à cultura do Brasil será realizado dia 19 de maio de 2012 no auditório da AASP, em São Paulo. Será um dia inteiro de programação, reunindo os principais agentes do setor cultural, interessados nos avanços da Lei Rouanet, prestes a ser revogada para o surgimento de um novo modelo, intitulado Procultura.

O seminário, promovido conjuntamente pelo Cemec e pelo site Cultura e Mercado terá palestras, depoimentos e análises do projeto de lei que tramita no Congresso. Oportunidade única para entender as mudanças propostas pelo governo e parlamentares, além de  debater suas implicações na produção cultural brasileira. O seminário pretende ampliar a visão sobre as necessidades e demandas dos produtores de cultura e da sociedade brasileira em relação ao principal mecanismo de financiamento do país, discutindo alternativas para o desenvolvimento do setor e da consolidação da classe criativa.

O momento é propício para a discussão. O grande boom da indústria do entretenimento, os novos padrões de produção, troca e uso decorrentes da convergência digital, o crescimento econômico e a inserção de classes emergentes no consumo e no mercado produtor de cultura, são alguns sinais de mudança de cenário que merecem destaque nas políticas culturais, sobretudo no sistema de financiamento público em sua interação com as empresas privadas, tanto as financiadoras quanto as empreendedoras.

O ponto de partida desse encontro é a necessidade de ampliar o escopo da análise relacionada ao financiamento de cultura no país, geralmente associada ao Mecenato – apenas uma parte do tripé da Lei de Incentivo, já que as outras duas ferramentas ali existentes funcionam de maneira precária. O Fundo Nacional de Cultura, por seu uso político e governamental, e o Ficart, por sua atrofia, empurram todos os agentes e necessidades para o incentivo fiscal, evidenciando o desgaste do modelo existente frente aos desafios de um novo Brasil, de grande potencial econômico, riqueza empreendedora e criativa, mas com enorme déficit em relação às garantias e direitos culturais.

Demandas como infraestrutura, pesquisa, preservação de patrimônio, promoção da diversidade, incentivo ao empreendedorismo e impulso à indústria cultural precisam ser observadas em sua complexidade.

Com presença de representantes dos vários lados da discussão em torno das alterações do texto legal, o Seminário #Procultura lança diferentes olhares para o futuro das políticas culturais do Brasil e as necessidades em relação ao financiamento, rumo à conquista de amplos direitos culturais aos cidadãos.

Em busca da convergência de argumentos, forças e propostas para um novo modelo de financiamento à cultura no Brasil.

Clique aqui e faça sua inscrição para o Seminário #Procultura.

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